quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A IGREJA E SUAS PRIORIDADES


A IGREJA  E SUAS PRIORIDADES

Texto : “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 
Romanos 12:1”.
A entrega pessoal e incondicional de cada  servo de Deus no altar da adoração a Deus é o caminho para o perfeito exercício da comunhão fraternal e a prática de uma frutífera evangelização.
“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. 1 Timóteo 3:15”.
A igreja é coluna da verdade, então se uma igreja não anda na verdade nuca poderá ser uma coluna do Senhor.
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; Mateus 16:18”.
A igreja é edificada sobre Cristo, se uma igreja que diz ser de Cristo, e usa de outros meios e pretextos para que as pessoas “cheguem” a Deus ela está edificada não em Cristo mais no homem.
“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Efésios 3:10”.
A igreja é a sabedoria de Deus, então todos precisam ver e conhecer o poder de Deus pela sabedoria da sua igreja, mais o que as igrejas tem mostrado hoje não tem nada ver com o poder do Senhor então vamos rever alguns conceitos da palavra.
“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Efésios 5:23”.
Cristo é a cabeça da igreja, então se uma igreja não tem Cristo como cabeça, alguma coisa está errada.
“De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Efésios 5:24”.
A igreja está sujeita a Cristo, como uma igreja pode ser verdadeira se não estiver Sujeita ao Senhor, então essa igreja não é de Cristo, por isso há muitas igrejas tem pregado tantas heresias.
“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas. Apocalipse 1:20”.
A igreja é o castiçal de Deus, ela tem que levar a luz de Deus para o mundo, não tem como, uma igreja viver em  trevas a não ser que ela não seja do Senhor.
“Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:21-24”.
1º - A igreja foi estabelecida para adorar a Deus.
a)- A visão bíblica da adoração.
“Segundo a definição da bíblica de estudo Pentecostal,” a adoração se constitui de ações e atitudes que reverenciam e horam a dignidade do grande Senhor do céu e da terra. “Ela exige uma entrega de fé ao todo poderoso e um reconhecimento de que Ele é Deus e Senhor”. Essa entrega, no antigo  Testamento, era representada através dos sacrifícios instituídos no Pentateuco, pelos quais o ofertante reconhecia os pecados e se submetia plena e voluntariamente à soberania divina. Mesmo antes das normas dadas por Deus através de Moisés, regularizando o culto divino do povo de Israel, os patriarcas tinham como prática a oferta de holocaustos como testemunho de sua adoração. Ver Gn 12.7,8; 13.4,18; 26.25;33.20.
No Novo Testamento, a adoração é oferecida mediante o eterno e perfeito sacrifício  de Jesus Cristo, que substitui para sempre o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento e outorgou ao homem o direito de chegar, com ousadia e liberdade, á presença de Deus. Confira Hb 10.19-23. Segundo Romanos 12.1, adoração é a entrega pessoal e incondicional de todo o  ser “ em sacrifício vivo, santo e agradável  a Deus”. Isso implica em que cada ato praticado, mesmo os considerados mais simples, sob a nova aliança, deve trazer em si o propósito de reconhecer e honrar a Deus como o Senhor soberano sobre todas as coisas.
No encontro entre Jesus e a mulher samaritana (Jo 4.20-24), Ele definiu a adoração como algo que deve ser feito em “espírito e em verdade”. “ Em espírito”,porque não depende mais de elementos litúrgicos externos que visibilizem o propósito do ofertante. É algo do coração, para ser recebido por Deus, e não visto pelos homens. Não é, portanto, a aparência que determina o valor da adoração. É o conteúdo. “ em verdade”, porque deve ser fruto da sinceridade do pecador que, contrito, reconhece a sua total dependência de Deus, mediante a obra vicária de Cristo na cruz. Leia  Lc 18.9-14 e descubra, ali, o contraste entre a hipocrisia do fariseu, e a sinceridade  do publicano, que, humilhado, mas sem qualquer formalismo exterior, dependia unicamente da misericórdia de Deus. Quem foi abençoado?
2- O povo de Israel  chamado a adoração.
O pacto de Deus com Israel tinha como selo a adoração ao seu nome. A chamada de Deus a Moisés, do meio da sarça, no monte Sinai, deixa implícita esta verdade. Em Êxodo 3.12 o Senhor estabelece como sinal do cumprimento de sua promessa de libertação o fato que os israelitas o serviriam no mesmo lugar onde havia chamado a Moisés. Servir, aqui, é plena adoração. Em Êxodo 3.18, ao orienta-lo sobre como dirigir-se a Faraó, ordena que diga “ deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus”.
Sacrificar, aqui, é também plena adoração. Posteriormente, quando Moisés e Arão se apresentam ao monarca, afirmam: “ Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto”. Celebrar uma festa. Aqui, é mais uma vez plena adoração. A instituição da primeira páscoa, como símbolo da saída do Egito, teve também o mesmo propósito. Ver Êx. 12.14,25.
Um estudo pormenorizado das leis estabelecidas para governar o povo de Israel revelará que o fim último das determinações ali explícitas era o reconhecimento da grandeza, sabedoria e soberania de Deus no governo do mundo. No entanto, só a construção do tabernáculo, e mais tarde do templo,propiciou a formalização da pratica regular das festas e rituais previstos para a adoração, pública. Ver Lv 23.4-43.
3- A igreja chamada à adoração.
Com a rejeição da Israel ao plano divino, a Igreja deu continuidade ao propósito de Deus. Portanto,uma de suas finalidades é a adoração ao Senhor. Todos os seus atos, diretos ou indiretos, visam reconhecer o governo de Deus sobre ela, através de Jesus Cristo, buscando, em primeiro lugar, a perseverança na comunhão íntima e pessoal com o Altíssimo. Ver 1 Pe 2.5.compare, ainda, com  Efésios 2.21-22 e veja que a igreja é “ a morada de Deus no Espírito”, o que implica em estar plena de sua presença em glória, majestade e poder, manifestando perfeita sintonia entre o Pai e seus adoradores. Confira Jo 4.23.
II. A igreja foi estabelecida para comunhão fraternal
1.    O significado da comunhão.
a Igreja foi, também, estabelecida para exercício da comunhão fraternal entre os crentes. Comunhão é uma palavra grega ( koinonia) que tem a ver com relacionamento espiritual, pessoal e social entre os compõem a comunidade eclesiástica. Compare 2 Co 13.13; Fp 2.12.
É muito mais do simplesmente cumprimentar o irmão  e desejar-lhe felicidades. É um intenso compartilhamento de tudo quanto se relaciona à vida cristã. É palmilhar, lado a lado, a carreira para a qual os crentes foram chamados. É, no dizer de Paulo, alegrar-se com os que se alegram e chorar com  os que choram. Ver Rm 12.15. É, sob outro prisma, Levar as cargas uns dos outros. Confira Gl 6.2.
A igreja primitiva levou a comunhão tão a serio que todos tinham tudo em comum, de modo que não havia nela nenhum necessitado. At.4.32-34. Este é o verdadeiro sentido da comunhão bíblica, que expressa não só mutualidade de sentimentos, mas também compartilha uns com os outros nas suas necessidades. Ver Rm 12.113.
2.    A busca da comunhão. Buscar a comunhão com os demais crentes é uma condição básica para o êxito espiritual de cada crente. O salmo 133 expressa essa necessidade e os resultados daí recorrentes: unção,benção e vida para sempre. A mesma ênfase aparece na oração sacerdotal (Jo 17.20-13).
3.    O exercício da comunhão. A comunhão pode ser exercitada no amor ao irmão mais fraco, que depende de ajuda para manter-se de pé(Rm 14.1,13), no companheirismo que honra o próximo ao invés de si mesmo(Rm 12.10), na solidariedade que assiste o irmão necessitado(Gl 6.10), na pratica da justiça que não toma para si o que é de outrem (Tg 5.4), no uso da misericórdia que aplaca o juízo(Tg 2.13),no cuidado para com os que sofrem(Rm 12.15), na ausência de inveja quanto aos companheiros que galgam patamares mais altos na jornada (Tg 3.14-16) e na semeadura da paz que elimina os facciosismos e promove a unidade entre todos.
III. A igreja foi  estabelecida para a evangelização
1.    O lugar da evangelização. É comum colocar-se a evangelização como a prioridade número um da igreja. Em certo sentido, não deixa de estar correto, pois em relação ao mundo esta é a sua principal tarefa. No entanto, neste comentário ela não foi colocada em terceiro lugar por acaso. Há uma razão. É que a evangelização só terá êxito, se os crentes estiverem bem ajustados quanto aos pontos anteriores. Em “Jo 17.23 esta sequencia aparece de maneira clara:” Eu neles, e tu em mim”(comunhão com Deus); “ Para que eles sejam perfeitos em unidade”(comunhão uns com os outros), e “ para que o mundo conheça que tu me enviaste” (evangelização de resultados). Uma igreja que não adora a Deus e onde não se exercita a comunhão uns com os outros não terá o brilho da verdadeira luz que atrai os pecadores. Ver Mt 5.14-16. Antes de sair ao mundo para pregar, a igreja precisa desenvolver seu relacionamento com Deus e a comunhão entre os membros que a compõem. Isto, por si só, bastará para que ela seja afogueada em seu desejo de ganhar as almas.
2.    A ordenança da evangelização. A evangelização é uma ordenança bíblica dada por Jesus á sua igreja. Ver Mc 16.15. Compare com Mt 28.19 e At 1.8. Deixar evangelizar é o mesmo que passas ao largo, enquanto pessoas estão morrendo, abandonadas sob os escombros de um incêndio. Imagine a cena e sinta a quão dura ela é. Esta é, todavia, a exata situação de muitas igrejas que estão encasteladas em sua opulência, enquanto á sua volta muitos resvalam para o abismo do fogo eterno. Uma igreja assim não merece este título e precisa o quanto antes arrepender-se para não ser achada em falta e sofrer o juízo divino confira Ap 3.14-18.
3.    O imperativo da evangelização. A evangelização é um imperativo porque este é o meio pelo qual os pecadores podem arrepender-se e chegar ao conhecimento da verdade. Ver Jo 6.39-40. Lembre-se que você foi alcançado por ela e, portanto, deve dar continuidade ao processo para que outros sejam também alvos da mesma bênção. Proclamar o nome de Jesus Cristo significa oferecer a única possibilidade de salvação para o perdido. Compare com At. 4.12. se ele não tiver acesso a este nome que salva, estará irremediavelmente condenado.
4.    A evangelização e os seus desdobramentos. Finalmente, a evangelização não se esgota no ato de falar de Cristo a alguém. Ali apenas inicia-se o trabalho. A ordem do Mestre é clara “ Fazei discípulos”. É algo que começa com o anuncio das boas novas e continua até que Cristo seja formado em cada novo  convertido. Temos os seguintes desdobramentos:
A.   Ganhar
B.   Consolidar
C.   Discípular
D.   Enviar
Ganhar, consolidar, discipular e enviar, é, portanto. Prioridades da igreja em sua tarefa de trazer os pecadores para Cristo.
Fechamento
Adorar a Deus, manter comunhão uns com os outros e evangelizar são três tarefas básicas das a igreja não pode abrir mão, a não ser que ela perca a sua identidade e deixe de ser igreja, para torna-se mera organização social, com finalidades seculares. Abandonando os postulados da fé. Neste caso, ela poderá ser tudo, menos o corpo de Cristo na terra.
Quando se fala em adorar a Deus, todavia, não se propõe uma igreja alienada que se exclui dos problemas do mundo. Pelo contrario, o fato de ela viver na dimensão divina fará com que seja movida de compaixão pelos desamparados para alcançá-los com um ministério holístico: espírito, Alma e corpo. As obras mencionadas Poe Tiago como fruto da fé têm a ver com o socorro aos necessitados.
A igreja mais do qualquer organização, precisa ser o exemplo em alvos bem definidos para que sejam estabelecidas estratégias mensuráveis a fim de alcançá-los.isto significa uma evangelização de resultados, onde nada é feito ao acaso, mas,assim como faz o bom jardineiro,cada semente plantada é cercada de cuidados especiais que lhe permitam brotar e crescer.
(extraído revista lições bíblicas). Adaptado por Pastor Junior.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012


O Significado Cristão da Páscoa

A palavra Páscoa vem do hebraico pasaq e quer dizer 'passagem'. Para o cristão, a Páscoa é símbolo da passagem de uma vida de pecado, onde o homem está distante de Deus, para uma nova vida na presença de Cristo. 'Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós para sermos verdadeiramente livre.

A Páscoa e os Israelitas

A Páscoa (Pessah) deve ser celebrada no 14º dia do primeiro mês do ano, pelo calendário hebraico. Nesta época os escravos eram os israelitas, que não tinham como alcançar sua liberdade, e necessitavam de alguém que fizesse isto por eles. E foi isto que o Senhor fez por Israel. Toda redenção acontece porque um preço é pago

A Primeira Páscoa

A Primeira Páscoa foi comemorada pelos israelitas quando entraram na Terra Prometida, celebrando à passagem da escravidão para a liberdade. Hoje, nós comemoramos a Páscoa para lembrar que Jesus morreu e derramou Seu sangue para nos salvar do pecado, e depois de três dias Jesus ressuscitou, é a passagem da morte para a vida. Vida com Cristo.

A Páscoa - Lição Escola Biblica Dominical E.B.D

A celebração da Páscoa tem a sua origem na Palavra de Deus, e não tem nada a ver com ovos de chocolates ou coelhos. Jesus ressuscitou na Páscoa. Ele morreu para nos dar a vida eterna! A sua ressurreição simboliza o início de uma vida nova, uma vida liberta da escravidão do pecado!

Páscoa - O Verdadeiro Significado

A celebração da páscoa para nós, povo de Deus, representa a maior festa cristã onde comemoramos a passagem da morte para a vida. A morte e ressurreição de Cristo que nos libertou do pecado e das maldiçoes... Esse é o verdadeiro significado da Páscoa.

O Verdadeiro Significado da Páscoa - Parte 1

A partir de Jesus Cristo, a celebração da Páscoa foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória. Não mais para relembrarmos a saída do Egito (estado), mas para sempre nos lembrarmos da saída do Egito do pecado, e da liberdade que há na sua morte e ressurreição. É necessário restaurarmos o verdadeiro significado da Páscoa

O Verdadeiro Significado da Páscoa - Parte 2

O passado foi anulado. Cristo que é a Nossa Páscoa também é a nossa expiação. Isso tudo aconteceu sem qualquer merecimento de nossa parte. Comemorar a páscoa, celebrar a Santa Ceia do Senhor, é lembrar todo o ministério de Cristo e a posição que ocupamos no Reino daquele que nos resgatou das trevas para a sua maravilhosa luz.

O Verdadeiro Significado da Páscoa - Parte 3

Jesus Ressuscitou. O Sonho não acabou. Jesus Vive. Celebre a verdadeira Páscoa, participe da Ceia do Senhor. Deixe de lado o fermento símbolo da maldade, malícia e impiedade e busque uma vida de Santidade com Cristo.

A Mensagem da Páscoa

Esta é a mensagem da Páscoa, a ressurreição de Cristo, o fim do processo de reconciliação do homem com Deus, ou seja, a redenção do homem. Tudo o que os cristãos que nos trouxeram até aqui viveram, creram, amaram e sofreram jorrou dessa única fonte, a ressurreição de Cristo. Toda a vida cristã é faísca desse fogo, é reflexo do túmulo vazio.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Estudo Sobre Romanos capitulo 7


Libertados da Lei (Romanos 7:1-11)


Tanto o pecado como a lei são associados à morte (5:12,21; 6:14; 7:10-11; veja Gálatas 3:10). Por outro lado, a fé em Cristo leva à ressurreição e à vida (6:4,8,9,23). É somente em Cristo que morremos à lei e ao pecado para ter a vida.
Não Sujeitos à Lei (1-6)  
“De modo nenhum”: Esta resposta aparece sete vezes no livro (6:2,15; 7:7,13; 9:14; 11:1,11). É uma expressão forte que Paulo usa para evitar conclusões falsas por parte de seus leitores, e normalmente para introduzir uma nova fase do argumento.
Os mortos não são sujeitos à lei (1). Para ilustrar esse fato, Paulo introduz aqui a lei do casamento (2-4). A morte interrompe o laço de lei. As pessoas que já morreram em relação à lei não são mais obrigadas a guardá-la. No meio da ilustração, ele muda o sentido um pouco, mostrando que a pessoa viva (a viúva, neste caso) fica livre para ser ligada a outro (marido). Uma vez morta à lei, a pessoa pode ser ligada a Cristo, mas não pode continuar com a lei e com Cristo ao mesmo tempo.
Esta ilustração serve, também, para frisar a vontade de Deus para o casamento. O casamento é para a vida toda, e deve ser interrompido somente pela morte de um dos cônjuges. O outro (viúvo ou viúva) pode casar-se de novo sem pecar. Mas, se casar de novo enquanto o primeiro marido vive, torna-se adúltera. Neste trecho ele não trata da exceção dada por Jesus em Mateus 19:9. Podemos observar, também, que o laço de obrigação é com a lei conjugal (de Deus), e não somente com o cônjuge. Por isso, a pessoa divorciada geralmente ainda não tem autorização de Deus para casar de novo, e o segundo casamento se caracteriza como adultério (Lucas 16:18; Marcos 10:2-12; veja Marcos 6:17-18; Malaquias 2:14,16).
Antes de uma pessoa morrer para o pecado, o pecado produzia o fruto da morte (5). Depois de ser libertada do pecado e da lei, a mesma pessoa passa a servir a Deus (6). Vive na novidade de espírito (a fé, o evangelho, Cristo), não na caducidade da letra (a lei, o pecado, a morte).
Embora todos nós estivéssemos sujeitos ao pecado, somente os judeus estavam sujeitos à lei que Paulo cita aqui. Ele mostrará no próximo parágrafo a qual lei se refere.
A Lei ≠ Pecado (7-11)
Uma vez que a liberdade da lei é comparada à liberdade do pecado, alguém poderia concluir que são a mesma coisa. Paulo tira essa dúvida: “É a lei pecado? De modo nenhum!” (7). A lei não é pecado, mas ela torna o pecado conhecido. Paulo cita o exemplo de cobiça (7).
Qual lei? Alguns ensinam que alguma parte da lei dada no Monte Sinai continua em vigor hoje. Às vezes, sugerem uma distinção artificial entre a lei de Deus (“moral”) e a lei de Moisés (“cerimonial”), dizendo que esta foi removida enquanto aquela permanece. Paulo acabou de dizer que os judeus não estavam mais sujeitos “à lei” (6) e agora cita um dos mandamentos da mesma lei: “Não cobiçarás”. Este mandamento é um dos dez mandamentos (veja Êxodo 20:17), parte da suposta lei moral. Ainda é pecado cobiçar, mas não por causa da lei antiga. É condenada na Nova Aliança que nos guia (Efésios 5:3).
A lei traz a consciência do pecado (8-9) e é ligada à morte (10-11). Quem busca a vida terá que procurar em outro lugar, pois a lei não traz a salvação.
O Homem Desventurado (Romanos 7:12-25)
Paulo era pecador. A lei era contrária a ele e, porém, realmente santa e justa. O que é santo e justo é, necessariamente, bom. No resto deste capítulo, Paulo procura explicar a relação do pecador à lei, frisando claramente a necessidade de um Salvador.
A Lei é Boa (12-14)
Foi a lei em si que matou Paulo? Não! O pecado causou a sua morte (12-13). O pecado é maligno, enquanto a lei é boa. A lei é espiritual, mas o homem pecador é carnal (14).
A Lei X O Pecado (14-24)
Este trecho desafia o estudante. Paulo fala aqui sobre a sua situação na época que escreveu ou sobre a sua situação no passado, antes de ser salvo por Jesus? Considere:
1. Há uma batalha na vida do cristão, em que este peca e não faz tudo que quer em serviço a Deus (veja Gálatas 5:17; 1 João 1:8-10; Efésios 6:12). Se Paulo falasse aqui apenas desta batalha, daria para entender como a circunstância atual do cristão.
2. Mas Paulo não fala somente de batalha. Fala da escravidão, do domínio do pecado, do fracasso, etc. Estas palavras sugerem a situação dele antes de conhecer Cristo. Note os contrastes na tabela abaixo.
Concluímos, então, que Paulo refere-se, aqui, ao problema do homem pecador sem Cristo. Mesmo o homem que quer fazer o bem não tem força suficiente para vencer o pecado e guardar a lei. “Não há justo, nem um sequer” (3:10). O homem que procura se justificar pelos atos de mérito será vencido pelo pecado e consumido pela morte.
Qual a solução? O entendimento do problema do pecado, que Paulo conseguiu pela lei, leva o pecador ao grito desesperado: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (24)
A Única Resposta (25)
A resposta, a única resposta, a única resposta para qualquer pessoa (tanto judeus como gregos): “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (25). Deixado sozinho, Paulo ainda serviria a Deus com a mente, mas não se livraria do pecado.
Mas ele não foi deixado sozinho. O capítulo 8 mostra como Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) ajuda o cristão a fazer a vontade de Deus.
Antes (sob o pecado/no regime da lei)
Agora (sob a graça de Cristo)
Sou carnal (7:14)

Vivíamos segundo a carne (7:5)
Não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito (8:4)
Os que estão na carne não agradam a Deus (8:8)
Se está na carne, não é de Cristo! (8:9)
Não somos constrangidos a viver segundo a carne, que leva à morte (8:12-13)
Nada disponhais para a carne (13:14)
Vendido à escravidão do pecado (7:14)
Outrora, escravos do pecado (6:17,20)
Escravidão da impureza (6:19)
Não somos escravos do pecado (6:6)
Libertados do pecado (6:18,22)
Servos da justiça (6:19)
O pecado habita em mim e controla as minhas ações (7:15-23)
O Espírito habita no cristão e o guia (8:9-15)